segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Pirilampo!

Hoje, agora que é de noite, não me apetece falar. Apetece-me estar assim, nada mais! Quietinha, com os cotovelos apoiados no peitoril da varanda do quarto que aluguei este ano no Campo Alegre, e a olhar em meu redor.. Sem telemóvel, sem televisão, sem livros, sem apontamentos acerca da taxa de inflação ou dos vários tipos de desemprego.
No fundo, aquilo que eu quero é não estar na presença de nada capaz de impedir que os meus pensamentos se definam e, eventualmente, se transformem em palavras que mais tarde, se me apetecer, organizarei de forma a formar um texto, bem ou mal estruturado, que colocarei num dos meus blogues!

É de noite e, enquanto me arrepio e encolho da briza fresca que acabou de se fazer sentir, vou escutando o barulho incessante dos carros que circulam na estrada que passa em frente ao “meu” prédio! É domingo. E já é tão tarde! Quem levam dentro? De onde vêm? Ou para onde vão?
Vejo uma infinidade de luzes amarelas que se vão desvanecendo à medida que os carros se vão afastando e os faróis tornando cada vez mais distantes! E pontinhos pequenos e vermelhos a piscarem ao fundo e lá no alto (serão aviões? Quem levam dentro? Estarão a sair ou a chegar agora ao Porto? De onde vêm? Ou para onde vão?). E as sombras? As sombras que vejo além, nas janelas acessas penduradas no escuro? De quem serão? E em que é que estarão a pensar as pessoas que as reflectem?

É engraçado como de dia tenho uma visão completamente distinta deste mesmo sítio que vejo agora, à noite!

De noite, se olhar ao fundo, não vejo nada que não pontinhos coloridos, pontinhos com tantos significados quantas pessoas que os observam, pontinhos eternos como esta noite de Fevereiro em que o barulho dos carros aumenta à medida que foco a minha atenção sobre eles.
Mas o facto é que esses pequenos pontinhos brilhantes que vejo agora à noite, aparentemente soltos no vazio, nunca estão sós, e a verdade é que junto deles está sempre camuflada uma outra coisa qualquer que nada tem que ver com o vazio. Um carro, um avião, um prédio, uma casa, uma pessoa, um conjunto delas, uma família.. visiveis apenas de dia, que se transformam à noite!

Agora lembrei-me de uns pirilampos… mágicos! Pirilampos mágicos! (acho que era assim que se chamavam)
Uns pirilampos pequeninos que por sinal já não vejo há anos, e que eu colava sempre, entusiasmadamente, assim que os recebia, numa das pequenas janelas da casinha que era o meu guarda-fatos.
Tinha uma colecção deles eu! De pequenos pirilampos mágicos que de dia não passavam disso mesmo… de pequenos pirilampos mágicos! Coloridos, estáticos, colados num parapeito de uma das janelas da casinha que era o meu guarda-fatos, e com nenhuma outra função para além da estética. De pequenos enfeites portanto, iguais a tantos outros que eu devo ter ignorado, tal como os ignorei a eles enquanto havia luz, um número elevado e finito de vezes, e que de magia até nem tinham nada!

Eu tinha uma colecção de pirilampos…
De pequenos pirilampos mágicos que se transformavam durante o anoitecer, e que à noite eram já pequenos pontinhos brilhantes e coloridos semelhantes a estes que vejo agora, ao invés de pequenos enfeites só!
E talvez seja daí que vem o termo mágico… Dos pequenos pontinhos brilhantes e coloridos em que se transformavam os meus pirilampos (e provavelmente os pirilampos dos outros) e que, por sinal, me ajudavam bastante a adormecer, levando para longe todo um conjunto de medos e receios próprios daquela idade. Mágico… Dos pequenos pontinhos brilhantes e coloridos pendurados no escuro a quem eu pedia, silenciosamente e sem qualquer tipo de fundamento, que me ajudassem a concretizar e a alcançar todos os sonhos e desejos que ia delineando com o decorrer do tempo. Dos pequenos pontinhos brilhantes e coloridos que me fortaleciam da força e da esperança necessária à concretização de qualquer desejo, e me enchiam de alegria, os sonhos.
Dos pequenos pontinhos brilhantes e coloridos dos meus pirilampos (e provavelmente dos pirilampos dos outros) que eu vejo agora além, daqui.. da varanda do quarto que aluguei este ano no Campo Alegre!




Bia.
(07/02/2010)

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Iceberg.

Pediram-me que escrevesse qualquer coisa sobre mim, que transformasse pensamentos e posições em palavras, objectivos e sonhos em pequenas frases, e bocados de sentimentos secretos em pedaços de sentimentos partilhados.. não sei se sei agora!
É que quando escrevo, à partida, não pretendo contar histórias, não quero explicar ou demonstrar o que quer que seja. Quando escrevo, à partida, quero apenas libertar-me daquilo que escrevo. Esvaziar uma parte de mim que me está a incomodar. Dar a ver. Despir-me não da vaidade que não tenho, mas do orgulho, e talvez da insegurança e do medo miúdo a que me tenho agarrado e submetido ferozmente com o decorrer do tempo, nada mais.

Dar a ver.. só isso!

Hoje senti um frio interior do caraças enquanto passeava no Porto, e depois em Aveiro..

É impressionante como há coisas que se pegam a nós e não nos largam. Insistem, sem que compreendamos o motivo: pedaços de canções por exemplo, frases escutadas na rádio e a voz, não sei de quem, que circunvagueia infame pela nossa cabeça e nos vai sussurrando de vez em quando aquilo que gostavamos frequentemente de ouvir! Rostos que partiram e sorrisos que já não fazem parte de nós. O cheiro e o toque do vento matinal a tocar-nos a pele. Beijos que julgámos certos, mas que nunca chegaram a acontecer. Pessoas que pensámos já estarem esquecidas. Uma casa e os conselhos de alguém que quer, de verdade, que sejamos felizes! O incómodo do pingar de uma torneira à noite quando estamos extremamente cansados e queremos dormir, e que de dia até passa despercebido.
Os espaços que em tempos visitámos. As viagens que outrora fizemos. A ria que um dia assistiu àquilo que dificilmente vamos esquecer. As feridas que cicatrizaram, mas não desapareceram!
As memórias do passado que, inconscientemente, procuramos encontrar em algum objecto, espaço ou rosto do presente. Os filmes que às vezes acabamos por adaptar a nós, e as histórias dos outros que parecem as nossas. Os desejos e os sonhos por que vamos lutando e limitando ao mesmo tempo e à medida dele, e tantas, mas tantas outras coisas que nos arrefecem o coração e o assemelham a um iceberg beem forte! Tão forte que faz com que sintamos, de uma forma estupidamente inexplicavel, um desejo súbito e enorme pelo regresso do calor, das cores quentes, e talvez do Verão!
Tão forte que faz com que, por vezes, nos sintamos de tal modo incomodados com o frio e com o gelo que, à noite, depois de nos deitármos, os nossos olhos acabem por adormecer… sem nós!

Bia. (01/02/2010)

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

Ora esconde lá o dedinho, esconde..

Há dias, tal como o de hoje, em que é assim: ponho-me diante do papel, e quem diz papel diz uma página em branco no word, e nada! Não me sai nada. As palavras recusam-se à exposição e os pensamentos nem se fixam nem me descem às mãos a fim de se tornarem públicos! E depois é uma espécie de guerra fria. Uma guerra psicológica dura e exaustiva, ganha sempre pelo lado mais teimoso e paciente: ou eu, ou a minha cabeça!

Estou sentada e, enquanto aguardo o desfecho final são vários os pensamentos que se vão cruzando na minha mente.. Neste momento, tenho na cabeça a imagem de um desenho que me foi dado por uma menina de 5 anos pela qual ainda estou apaixonada; uma frase que o meu professor de Educação Visual do básico me disse uma vez a propósito de um trabalho e fez questão de permanecer até hoje “Ana, não vais desistir agora do que começas-te. Vais pegar no que tens, pensar, e vais transformar o defeito em efeito!” – e não é que resultou? De súbito, lembrei-me do Ricardo, CERTAMENTE pelo desgosto tenebroso que gostaria de me ter dado, mas que no fundo até nem deu. E da diferença entre peso de tara, peso total e peso bruto!
Apetece-me um kiwi. Um kiwi maduro! E reprovei a História.. Reprovei a História? Eu? Eu REPROVEI? Mas onde é que está o F? Nunca desejei tanto um F! Pelo contrário, também nunca desgostei de um R que, concerteza não vou ver na pauta de MI. Não posso!

Ontem quando vinha para casa, no autocarro, vinha uma senhora a gritar com o filho, que devia ter cerca de 4/5 anos, porque ele disse a quem o ouvia que tinha fome e a sopa dela não valia nada. As crianças não mentem! Berrar, num tom que até a mim me intimidou e incomodou, com uma criança tão pequena e tão adorável simplesmente porque ela disse o que lhe veio à cabeça (e que provavelmente até era aquilo que sentia, de facto) não me parece bem! E é que, como senão bastasse, quando sairam do autocarro ela ainda deu um encontrão ao pobre menino porque ele tinha sujado os dedos num sítio qualquer. “Esconde os dedos!” dizia ela à medida que o autocarro os ia afastando..

“As palavras recusam-se à exposição e os pensamentos nem se fixam nem me descem às mãos a fim de se tornarem públicos!”

Não me esqueço dos caracóis dela.. mas que linda a minha menina! Meu Deus, mas que Maldito programa de estatística o SPSS, e que maldito o exame de MI! Um R. Um R de Reprovada. Pelo Ricardo? Um Homem? Lamento Ricky Ricky, mas acho que te vais arrepender!
Em vez de lhe dizer “tens que ir lavar às mãos” disse-lhe “esconde os dedos”. Esconde os dedos criança! Mas esconde como? “Ora esconde lá o dedinho mas é. Esconde!” Como é que se esconde um dedo, afinal? Que eu saiba, os dedos não se escondem, escondem? Vá, se tivesse que fazer um trabalho de investigação com estes objectivos e neste contexto a partir de uma análise de conteúdo talvez… Bem, talvez começasse por libertar um espaço bem grande na minha agenda e depois copiasse a análise de alguém sem lhe alterar nada, que não a amostra! Que parvoice. Como é que eu não pensei em cobrir o meu céu de gotas de água? De mais gotas, para além daquela que lá tinha caído por distração? Foi reprovada a desistência. Valeu a pena ir a Recurso e olhar o efeito final que se reflectiu naqueles olhos verdes que brilham sempre tanto ou mais que uma estrela e que, sabem CERTAMENTE que o peso de tara é semelhante a um CD acabado de comprar..

Neste momento continuo sentada, a fingir ser mais teimosa que a minha cabeça e a lutar para que as palavras se exponham e os pensamentos se definam e me venham parar às mãos, mas nada. Nada que não um R. Nada que não um pedaço de kiwi a desfazer-se dentro da minha boca. Não me sai nada. Não há nada. Não há palavras soltas, pensamentos delineados ou qualquer tipo de raciocínio lógico e coerente. Quer dizer, talvez haja qualquer coisa.. Talvez haja uma vitória no meio disto tudo! Uma vitória, mais uma, repugnante, da minha cabeça! Só?

Há dias, tal como o de hoje, em que é assim: ponho-me diante do papel, e quem diz papel diz uma página em branco no word, e nada! Não me sai nada. As palavras recusam-se à exposição e os pensamentos nem se fixam nem me descem às mãos a fim de se tornarem públicos! E depois é uma espécie de guerra fria. Uma guerra psicológica dura e exaustiva, ganha sempre pelo lado mais teimoso e paciente: ou eu, ou a minha cabeça!


Bia (18/01/2010)

sábado, 16 de Janeiro de 2010

Pessoal de Águeda (e não só)!

Pauta Humana é "uma nova estrutura artística que funciona em Águeda desde Janeiro de 2010 e que, para além da sua principal função enquanto lugar de criação artística, apresenta uma programação adequada aos seus propósitos de intervenção na vida social. "
Podem ficar a conhecer o seu programa e ficar a par dos seus eventos a partir do seu site http://pautahumana.com/home/
Vai inaugurar hoje por volta das 17h. Apareçam por lá!
(Ah! Fica ao lado da B2)

Bia. (16/01/2010)

quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

grande diálogo!

"(...)
- Em que é que estás a pensar? - indagou Laird.
- Nada de importante.
- O que é?
Voltou-se para o amigo. - Alguma vez reparaste como certas cores se adaptam a certos indivíduos e outras não?
- De que é que estás a falar?
- White e Black (Branco e Preto). Como Mr. White, o tipo que é dono da loja de pneus. E Mr. Black, o nosso professor do terceiro ano. Ou até Mr. Green (Verde) do jogo Clue. Mas nunca conheceste ninguém chamado Mr. Orange (Alaranjado) ou Mr. Yellow (Amarelo). Segundo parece, algumas cores dão bons nomes e outras soam a pura estupidez. Sabes o que quero dizer?
- Não julgo que alguma vez tivesse pensado nisso.
- Nem eu. Até há um minuto, quero dizer. Mas é estranho, não é?
Laird acabou por concordar: - Pois é.
Os dois homens calaram-se por momentos. - Disse-te que não era importante.
- Pois disseste.
. E tinha razão?
. Tinhas.
(...)"

segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

Quem nasceu primeiro: o ovo, ou a galinha?

Hoje perguntaram-me como é que eu escrevia um texto e, mais uma vez, senti a minha ignorância no limiar da pele! Foi como quando me perguntaram quem tinha nascido primeiro, se o ovo, se a galinha.
Na verdade, não gosto que me façam perguntas para as quais não sei a resposta. Fico… embaraçada. Às vezes soo nas mãos, outras fico com a cara vermelha!

Não sei… Eu não sei como é que escrevo um texto, até porque nem sempre o faço da mesma maneira ou sob as mesmas condições!
Às vezes escrevo um texto corrido, outras só junto ideias que o ar ou o coração me sussurram de vez em quando e eu vou apontanto à medida que as oiço..
Às vezes escrevo com o propósito de imortalizar algum bom momento ou recordação, outras com o intuíto de suavizar algum tipo de dor causado por certas feridas que de vez em quando teimam em aparecer e me incomodam a alma!
Já escrevi por necessidade, porque não tinha nada para fazer, porque me apeteceu, porque isso me alegra, por escrever, só..
Já escrevi em silêncio e com música de fundo. Já escrevi em casa, na escola, de dia, à tarde, de manhã e à noite. Poemas, teatros, canções, cartas de amor e afins…



Há quem precise envolver-se num ambiente específico ou estar sob determinadas condições para que consiga escrever, caso contrário não o consegue fazer, pelo menos, não da maneira que deseja! Entendo, até porque também tenho as minhas manias e as minhas preferências, no entanto, no fundo, tenho noção de que na escrita, neste tipo de escrita, não há regras! Não há regras, e não há limites! A escrita e a forma com que se escreve é livre e singular, tão livre e tão singular quanto o autor.



E parece fácil… Parece fácil escrever (quando se está a ler principalmente), mas não é, ou então erámos todos escritores e não teria eu centenas de textos inacabados um pouco por todo o espaço que é meu..


Segundo António Lobo Antunes, o segredo da escrita é partir-se do nada e ir aceitando tudo aquilo que nos vem à cabeça sem fazer alterações. Concordo, até porque quando tenho muitas ideias à partida, o habitual é não conseguir escrever texto algum e, quando tenho poucas ou nenhuma, o mais provável é escrever sempre algo que, de uma forma ou de outra, me diz sempre qualquer coisa de bom! Acrescentar-lhe-ia, no entanto, outras coisas, essas sim, comuns a todas as vezes que escrevo! E talvez seja essa a resposta, embora que vaga, muito vaga e não sei se certa, à pergunta que me foi colocada..


Não creio que o segredo da escrita esteja só em partir-se do nada e ir aceitando tudo aquilo que nos vem à cabeça sem fazer quaisquer alterações. Acho que o segredo da escrita passa por um pouco mais que isso. Passa, entre outras coisas, por encará-la, sempre que possível, como se devia encarar um beijo. Passa por encará-la, sempre que possível, como se devia encarar um sorriso e, passa por encará-la, sempre que possível, como se fosse o espelho de uma alma, a voz de um coração..

Não se deve forçar. Deve-se fazer com vontade e sinceridade. Não deve espelhar nada que não a verdade ou dizer aquilo em que não se crê.

É assim que eu escrevo!

Bia.
(29/12/2009)

sweet dreams by Catarina.

quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Complicated!

Hoje fui à praia. Costumo lá ir muitas vezes no Verão, quando posso, ou quando está calor, mas nunca lá tinha ido num dia como o de hoje.. de Inverno, tão frio e tão triste!
Ao contrário daquilo a que me habituei ver naquele espaço, o céu estava escuro e as nuvens carregadas de chuva cobriam qualquer vestígio do Sol; enquanto que o mar, bravio, parecia chateado e fazia com que as suas ondas rebentassem fortes na areia que era abruptamente empurrada pelo vento e levada para outra direcção.
Meu Deus! Nunca tinha visto a praia assim… Tão diferente e tão deserta!
Senti-me estranha ali, sentada na areia em frente ao mar, naquele cenário que outrora julgara bestial e a minha segunda casa..

Fechei os olhos e, de repente, como se por um qualquer impasse de mágica, senti-me regressar a uma época anterior da minha vida.
Não sei explicar qual foi a sensação que tive ao recordá-la de novo, mas talvez tenha sido algo parecido, embora que impossível de descrever exactamente, com nostalgia. Muitas vezes, a nostalgia é envolvida por uma aura de romantismo, factor que aliado ao amor considero essencial de uma vida cheia e maravilhosa. Mas desta vez, não vi razão alguma para tornar estas minhas memórias ainda mais românticas. Foram bons tempos aqueles que recordei ali, e se pudesse voltar atrás acho que quereria que as coisas fossem exactamente iguais àquilo que foram.

Não é que estivesse mal naquele momento, pelo contrário, mas por instantes senti-me com vontade de regressar.. Fizeram-me falta, muita falta, algumas caras. Fizeram-me falta, muita falta, algumas amizades, e fez-me falta, muita falta, sentir alguns outros elos de ligação com o passado, no presente..
Na verdade, senti-me nua naquele instante, perdida em um local qualquer que ainda não conhecia bem e no meio de tanta coisa que desconhecia, e que até nem era má, mas que também ainda não era minha, e talvez fosse isso que me estivesse a causar algum desconforto..


Um dia li que a vida era uma via tormentosa que nos conduzia até ao local onde pertenciamos de facto, portanto agora só me resta esperar, que de uma ou outra maneira, essa via que não julgo tão tormentosa assim, me conduza até ao lugar onde pertenço.
E sinceramente, hoje sinto-me assim… Do passado!
E, enquanto estive na praia e ia sentindo o frio tocar-me o rosto, ia também imaginando que assim que me levantasse e abrisse os olhos as coisas estariam exactamente iguais àquilo que estiveram um dia, lá atrás. Sabia que tal não era possível, mas por um qualquer motivo, esse pensamento tornou mais fácil a recordação, que se prolongou até agora. Tenho saudades!

Bia. (16/12/2009)

domingo, 13 de Dezembro de 2009

a escrita.

"Uma das maiores artes de todos os tempos é a arte de usar as palavras de modo a transmitir algo. Através da poesia, da prosa, do texto dramático, da canção, etc, o Homem expressa os seus sentimentos, os seus propósitos. Inspira. Choca. Entusiasma. Abisma. A versatilidade da palavra é o que torna esta forma de comunicação algo de indispensável, único e maravilhoso."

Maria Joana.